[ATO I] - Reconstrução

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[ATO I] - Reconstrução

Mensagem por ~Cartola em Qui Mar 23 2017, 21:57


Tudo o que o nosso corpo faz, exceto o exercício dos sentidos, escapa à nossa percepção. Não damos conta das funções mais vitais (circulação, digestão, etc.). O mesmo se passa com o espírito: ignoramos todos os seus movimentos e transformações, as suas crises, etc., que não sejam a superficial ideação esquematizante.

Só uma doença nos revela as profundezas funcionais do nosso corpo. Do mesmo modo, pressentimos as do espírito quando estamos em crise.

"A desconstrução leva a reconstrução". A frase voava por entre os escombros do que um dia fora um local de domínio Ateniense. O que um dia se chamou Santuário, hoje tombava em silêncio. O que um dia, o que um dia... Mais um dia?

O raiar do dia trazia consigo um ar fresco. Foram dias, semanas de tortura sem fim que culminaram na destruição de ambas as partes. As intentonas de Hades findaram em conjunto ao exército de Athena. O número de mortos era incalculável e as cidadelas que rondavam a região do Santuário já viveram dias melhores.

Pouco a pouco os sobreviventes retomavam seus afazeres, afinal, nada se ergue sozinho, ainda mais sem um Deus para afagar suas lágrimas ou seus bens. Os casebres destelhados começariam a ver telhas sendo postas, os poços de água potável voltariam a ser enchidos e as crianças poderiam sair de seus esconderijos e tentar ser crianças novamente, talvez esquecer o trauma de quem perdeu o pouco que possuía.

Do lado obscuro daquela fortaleza em ruínas, os poucos Guerreiros que restaram da chacina aglomeravam-se em pequenos hospitais improvisados em barracas maltrapilhas em busca de tratamento para doenças até mesmo incuráveis. A conta de uma Guerra sempre é negativa e estes deveriam agradecer aos céus por perderem apenas uma perna, um braço. A vida não tem segunda chance.

Dos doze, quatro anjos Dourados recusaram-se a visitar o Pandemônio. Não havia mais propósito em suas causas, então provavelmente migrariam para locais adjacentes, recomeçando a vida em sossego, paz e tranquilidade. Chega de armas brandando o ar, de sangue jorrando em seus pés. Paz não se pede, se conquista...

... E as vezes da pior maneira.


ATO I
Os Deuses não estarão mais ao seu lado. Vai encarar?
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Re: [ATO I] - Reconstrução

Mensagem por Aiolia de Leão em Sex Mar 24 2017, 12:11




Aiolia de Leão


Por vezes o ser humano se vê obrigado a recomeçar sua vida, perdas materiais, a morte de entes queridos entre outros, são uns dos motivos que nos leva á essa reconstrução do que somos, pensamos e acreditamos.  O problema é que muitas vezes as marcas da perda ficarão em nossas memórias eternamente...


- Asgard, extremo norte.




Vagando pelas ruas da fria Asgard estava o guerreiro cujo os golpes eram conhecidos por ultrapassar a velocidade da luz, o homem responsável por proteger a paz na terra, o herói do planeta, O Grande Leão Dourado. Bom, foi isso que me mandaram relatar mas... olhando daqui, parecia mais um bêbado perdido na noite.

Seus passos lentos e sem direção traçavam um caminho totalmente torto, hora para direita, hora para esquerda, opa ele vai cair! Não! Escapou dessa vez, ufa! A verdade é que a guerra santa deixou muitas marcas no planeta, Hades e Athena lutaram com todas as suas forças e obviamente isso resultou em uma carnificina! O santuário em ruínas, se reerguia aos poucos através da ajuda de alguns sobreviventes, moradores e guerreiros.

Aiolia de Leão, o cavaleiro guardião da quinta casa também foi um sobrevivente. Contudo, ele não quis participar da reconstrução do reino, na verdade ele não queria se reconstruir. Sua alma, seu espírito estavam destruídos após a perda de Atena e, ele queria que continuasse assim.





 
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Re: [ATO I] - Reconstrução

Mensagem por Minos de Griffon em Dom Mar 26 2017, 21:23


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A última batalha deixou muitas cicatrizes no Santuário. As lutas internas e tudo o mais quebraram o espírito do templo, mas o povo era forte e bom: e assim começaram os trabalhos de reconstrução.

Hades e Athena lutaram com todas as forças na última guerra. Sabe o que isso significa para o povo? Miséria. Morte. Carnificina. E foi exatamente o que aconteceu na última batalha: O Santuário e o Inferno foram devastados, por melhores que fossem as intenções de ambos os lados. Sim, Hades no fundo se tornou cético e niilista em parte por culpa de Athena: talvez boa parte das Guerras Santas não tivesse ocorrido caso a deusa não houvesse selado Perséfone em algum lugar desconhecido no Inferno. É sabido que a presença de sua Rainha torna o Imperador dos Mortos mais... maleável, por assim dizer. Se bem que dizer que Hades se tornou mais maleável é como dizer que pedra é mais macia do que aço...

Ainda assim, o povo é esfaqueado, esmagado, morto mas se levanta, porque é forte e não possui fé em Athena, em Hades ou no raio que o parta: mas sim pelo seu desejo de continuar vivos e buscar a felicidade, a satisfação pessoal. Essas reflexões, que nunca ocorreram a ele antes, foram tão surpreendentes quanto no dia em que ele descobriu a verdade sobre a traição de Saga.

Afinal, Shura de Capricórnio era um soldado, em todos os sentidos da palavra.

Ele era o mais leal de todos e foi feito, como tal, para obedecer ordens e ele as obedecia sem questionar: sabia que vinham de Athena e ele não precisava saber de mais nada. Fazia o que lhe era ordenado por sua lealdade à deusa. Porém, quando descobriu a verdade sobre Saga, o que ele sentiu foi a sensação de ser partido ao meio enquanto era queimado vivo.

"Por Athena, o que eu fiz?"

Agora, depois do combate, ele está em Rodorio. Todos o tratam com imenso respeito e, apesar de levar a Caixa de Pandora com a armadura aonde quer que vá, pede que todos o tratem apenas por "Shura". Afinal, só era superior a todos ali em questão de poder. De resto, era igual. Se eram iguais, por que ser tratado de forma diferente? E foi assim que Shura, o soldado, juntou os sobreviventes da guerra (guerreiros e homens comuns do povo) e iniciou a reconstrução do Santuário. Quem chegasse seria bem-vindo, fosse homem ou deus. Ele não pensava em Athena, mas em seus companheiros. Era necessário que tudo estivesse ao menos apresentável para seus companheiros quando eles voltassem. Sim, o termo é este, afinal amigos não define o que Shura sente por eles. Todos passaram por vários momentos bons e maus juntos e apenas a palavra companheiro define o que Shura sente por eles. Um amigo pode faltar na hora em que é mais necessário; um companheiro não fará isso, pois está sempre ao seu lado.

Na reconstrução do Santuário, usa roupas comuns, fala de forma comum, come comida comum e trabalha de forma comum. Talvez em uma noite ele pudesse arrumar tudo, mas o capricorniano se esforçava, suava, gritava e xingava como qualquer homem o faria. Ele penava sob o sol, tinha calos e bolhas em suas mãos, mas ele queria isso. Shura queria reerguer o Santuário para seus companheiros... um tijolo de cada vez.








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